Josué Da Silva x Banco Bmg S/A
Número do Processo:
1001053-15.2025.8.26.0069
📋 Detalhes do Processo
Tribunal:
TJSP
Classe:
PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CíVEL
Grau:
1º Grau
Órgão:
Foro de Bastos - Juizado Especial Cível e Criminal
Última atualização encontrada em
18 de
julho
de 2025.
Intimações e Editais
-
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24/06/2025 - IntimaçãoÓrgão: Foro de Bastos - Juizado Especial Cível e Criminal | Classe: PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CíVELProcesso 1001053-15.2025.8.26.0069 - Procedimento do Juizado Especial Cível - Bancários - Josué da Silva - VISTOS. Trata-se de ação declaratória de inexistência de débito c.c. indenização por danos materiais e morais movida por JOSUÉ DA SILVA contra BANCO BMG S/A. Alega, em síntese, que é beneficiário de programa previdenciário do INSS e, que foi surpreendido por descontos no valor aproximado de R$ 55,00 diretamente do seu benefício previdenciário sob a rubrica "Empréstimo sobre a RMC", o qual alega não haver contratado. . Sustenta que os descontos realizados pela ré de forma indevida provocaram danos materiais e morais, por isso, a presente ação judicial visando a declaração de inexistência do débito, a repetição do indébito do valor descontado indevidamente de seu benefício previdenciário e a indenização por danos morais. É O RELATO DO ESSENCIAL. FUNDAMENTO E DECIDO. Com relação ao pedido de gratuidade, deixo sua análise para momento oportuno, uma vez que não incidem custas processuais e honorários advocatícios na primeira fase processual, nos termos dos artigos 54 e 55 da Lei 9.099/95. A tutela de urgência deve ser deferida. Em sede de cognição sumária, não se verifica nenhum documento para comprovar a contratação de referido serviço entre as partes (EMPRESTIMO SOBRE A RMC 217, contrato 16849174318042025). Neste momento inicial do processo deve-se preservar a presunção de boa-fé da parte consumidora. O risco ao resultado útil do processo é evidente, na medida em que o autor têm valores descontados indevidamente da sua conta corrente e atingem renda imprescindível para sua sobrevivência. Nesse sentido já se decidiu: AGRAVO DE INSTRUMENTO - Ação declaratória de inexigibilidade de débito c.c. indenização por danos morais - Alegação de fraude na contratação de empréstimo consignado com o Banco Crefisa e cartões de crédito consignado com o Banco Daycoval (RMC e RCC) - Decisão agravada deferiu parcialmente a tutela de urgência suspendendo as cobranças tão somente com relação ao contrato de empréstimo consignado celebrado com o Banco Crefisa - Recurso do Banco Crefisa - Presença dos requisitos do art. 300 do CPC, a autorizar a concessão da tutela provisória - Tema da regularidade da contratação do empréstimo consignado a ser examinado mediante cognição exauriente - Decisão mantida - Recurso negado. (TJSP; Agravo de Instrumento 2100745-80.2025.8.26.0000; Relator (a):Francisco Giaquinto; Órgão Julgador: 13ª Câmara de Direito Privado; Foro de Cândido Mota -1ª Vara; Data do Julgamento: 05/06/2025; Data de Registro: 05/06/2025 - g.n). Ante o exposto, defiro a tutela de urgência para: a) determinar que a parte ré se abstenha de efetuar qualquer desconto do benefício previdenciário da parte autora identificado como "EMPRESTIMO SOBRE A RMC 217", objeto do contrato 16849174318042025, sob pena de multa a ser arbitrada por este Juizado; b) determinar a expedição de ofício ao INSS para que sejam suspensos os descontos no benefício de titularidade da parte autora - benefício sob nº 165.410.951-4, no valor de R$ 55,00, identificados como "EMPRESTIMO SOBRE A RMC 217, contrato 16849174318042025". OFICIE-SE ao INSS, para suspender as cobranças consignadas relativas ao contrato contestado. Cópia da presente decisão, valerá como ofício para o fim ordenado. Deixo para momento oportuno a análise da conveniência da audiência de conciliação (CPC, art.139, VI e Enunciado nº 35 da ENFAM: "Além das situações em que a flexibilização do procedimento é autorizada pelo art. 139, VI, do CPC/2015, pode o juiz, de ofício, preservada a previsibilidade do rito, adaptá-lo às especificidades da causa, observadas as garantias fundamentais do processo"). CITE-SE e INTIME-SE a parte requerida por carta com AR ou na sua impossibilidade por mandado judicial para, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentar contestação. Observo que o prazo é contado em dias úteis (Lei 13.728/2018) e começa a fluir do recebimento da presente citação (e não da juntada do AR/mandado no processo), nos termos do Enunciado 13 do Fonaje. A ausência de contestação implicará revelia e presunção de veracidade da matéria fática apresentada na petição inicial. Ressalto que, juntamente com a peça de defesa, a parte ré poderá, se o caso, manifestar interesse em audiência de tentativa de conciliação, bem como ofertar proposta de pagamento/cumprimento da obrigação que lhe for conveniente. Por se tratar de uma nítida relação consumerista, inverto o ônus da prova, nos termos do artigo artigo 6º, VIII, do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Esclareço que o presente feito tramita na forma digital, de maneira que somente serão aceitas petições e documentos, inclusive contestação, disponibilizados diretamente na pasta digital do feito (que poderá ser enviada ao e-mail Institucional bastosjec@tjsp.jus.br, juntamente com os documentos necessários), sob pena de revelia, conforme disposto no artigo 344, do Código de Processo Civil. Não localizado o requerido(a), intime-se o(a) requerente para informar o endereço no prazo de cinco dias, sob pena de extinção do feito. Com a informação, proceda à citação. Após a contestação, ou certificado o decurso do prazo, manifeste-se a parte autora em réplica. Intimem-se. - ADV: LEANDRO FRANCISCO LOPES (OAB 416795/SP)